domingo, 29 de julho de 2012

Filosofando nas redes sociais


Gentein, comecei esse post intrigada com pessoas que se incomodam com os “filósofos” das redes sociais. Tentando mostrar o lado bom da história, resolvi filosofar também, mas acabei nem terminando o texto :P No final das contas, a mensagem que eu queria  passar é que vale a pena filosofar, galere! Não se reprimam!
Curtam o texto inacabado ;)

Todo indivíduo que se preze já se questionou sobre si mesmo, sobre sua realidade, sobre sua condição. Não me venha dizer que você nunca deu uma de filósofo, porque isso é uma mentira das grandes! Todo ser pensante problematiza sua realidade e busca explicações plausíveis que sosseguem suas “questões existenciais”, por assim dizer.... acho que o que nos diferencia  é que alguns se dedicam a buscar respostas para esses questionamentos, não se aquietam, são as chatas da história! Outras simplesmente superam isso, seguem suas vidas, e aceitam as coisas como são. Não estou menosrezando o segundo grupo. Pelo contrário! Acho que eles cumprem um papel importante: são os objetivos e práticos da história. Pessoas assim são essenciais! Infelizmente esse não é o meu caso. Sou qualquer coisa menos objetiva! Sempre parto do princípio de que tudo é subjetivo, começando por mim! Estou o tempo todo me perguntando porque eu e as pessoas ao meu redor são da forma como eu os conheço e não de outra. E a ciência por si só não dá conta de todas as minhas questões! Meus valores, minhas crenças, minha cultura me ajudam a entender um monte de coisa... Esse é o motim desse texto: o quê (do pouco que eu sei) me ajuda a entender o quê da minha existência.
Não posso dizer que sou religiosa. Há muito tempo deixei de acreditar que uma das religiões com as quais tive contato me ajudariam a ter uma vida espiritualmente mais saudável. Sim, creio em Deus. Mas não faço ideia de como ele é exatamente, e acho humanamente impossível alguém conhecer sua verdadeira aparência. Duvido muito que se pareça com as imagens que estão por ai. Posso estar viajando na maionese (o que, se tratando da minha pessoa, é fácil fácil), mas pra mim ele não tem forma humana nem animal... ele transcende isso tudo... é como uma força (do bem, claro),  um sentimento maior, que pode se manifestar em qualquer forma. Gosto de pensar nele assim, me parece mais reconfortante. Sim, esse sentimento pode estar em qualquer lugar. Sim, Deus pode estar em nós (o que pode soar como uma heresia para alguns).... E ele está presente quando alguns princípios são respeitados (prefiro crer nos princípios, e não em “regras de etiqueta de uma boa cristã”) como o princípio da preservação da vida, o princípio do amor ao próximo, do respeito, enfim... Pensando assim, acho bem mais fácil colocar em prática o bem.
Acredito no princípio da reencarnação e em vidas passadas. Acredito que todos temos um propósito no mundo, seja ajudar alguém, seja reparar algum mal que fizemos numa outra passagem por aqui, ou outra coisa qualquer. E que fique bem claro: isso é uma crença! Não posso provar isso. Faz parte da minha cultura, dos contextos que frequentei, das conversas que tive, das situações que vivenciei, das leituras que fiz, das pessoas que passaram por minha vida. Não me venham com argumentos científico-racionais pra tentar me convencer do contrário, pfv.
Claro que nem tudo pode ser explicado através dessas crenças (talvez até possa, mas meu esquema mental de explicação para a realidade não consegue se basear só nisso, eu precisaria ser reeducada para  apreender as coisas de outra forma). Os homens estabelecem relações que, inevitavelmente, acarretam conflitos. É ai que a ciência, nomeadamente a sociologia, me dá o suporte que eu preciso para entender (ou seria perceber?) alguns meandros da realidade. As relações de poder sempre existirão, sempre teremos interesses específicos e buscaremos obter certos recursos para alcançá-los. E isso acontece porque existe uma pluralidade de crenças e valores que nos levam a divergir: enxergamos a(s) realidade(s) de formas diferentes, e defenderemos até o fim aquilo que julgamos importante (que pode não ser o que o outro acha relevante). Cabe a nós nos apegarmos aos “princípios do bem”, e construir relações alicerçadas no respeito. Acho que se a gente cultiva o amor dentro da gente, tudo fica mais fácil (isso é clichê, mas é algo em que eu acredito de verdade!).

3 comentários:

  1. Tantos quantos são os homens, são os mundos.
    GK

    ResponderExcluir
  2. Acho que essa música pode expressar melhor o que tenho a dizer sobre o texto:

    http://www.youtube.com/watch?v=E8xjuQ3q8kw

    Você notou tal poder
    E escolheu ser ruim
    Mandei sinais pra alertar, mas zombou da lei
    Quis te poupar, mas você riu de mim
    Chegou a hora e então por isso eu vim

    Vocês são todos iguais
    E vai ser sempre assim
    Se tem quer mais pra sugar quem quer também
    E muitos dizem pensar em mim
    Me faz degradar
    Te ver destruir
    Contudo quer seu troféu

    Você notou tal poder
    E escolheu ser ruim

    Seja do bem
    Não basta ser feliz
    No final, seu troféu vai ruir
    Faça alguém ser feliz
    Vão lembrar de você ao sorrir

    ResponderExcluir
  3. Amiga filósofa! É... nesse texto vc conseguiu reunir vários assuntos (família, religião, redes sociais, poder, subjetividade). Muitas vezes as pessoas nos reprimem a falar o que a gente pensa. Caras feias, olhares de lado, como se o que a gente estivesse falando fosse o maior absurdo do mundo. Acho que quando qualquer ser humano se expressa (filosofando mesmo), ele está se conhecendo e conhecendo seu mundo. Isso não pode ser um crime. Se existem pessoas que torcem o nariz para os "filósofos" das redes sociais e até se incomodam com isso, só lamentamos. O mínimo que podemos esperar é respeito!!!

    ResponderExcluir