Gentein,
comecei esse post intrigada com pessoas que se incomodam com os “filósofos” das
redes sociais. Tentando mostrar o lado bom da história, resolvi filosofar também,
mas acabei nem terminando o texto :P No final das contas, a mensagem que eu
queria passar é que vale a pena
filosofar, galere! Não se reprimam!
Curtam o
texto inacabado ;)
Todo
indivíduo que se preze já se questionou sobre si mesmo, sobre sua realidade, sobre
sua condição. Não me venha dizer que você nunca deu uma de filósofo, porque
isso é uma mentira das grandes! Todo ser pensante problematiza sua realidade e
busca explicações plausíveis que sosseguem suas “questões existenciais”, por
assim dizer.... acho que o que nos diferencia
é que alguns se dedicam a buscar respostas para esses questionamentos,
não se aquietam, são as chatas da história! Outras simplesmente superam isso,
seguem suas vidas, e aceitam as coisas como são. Não estou menosrezando o
segundo grupo. Pelo contrário! Acho que eles cumprem um papel importante: são
os objetivos e práticos da história. Pessoas assim são essenciais! Infelizmente
esse não é o meu caso. Sou qualquer coisa menos objetiva! Sempre parto do
princípio de que tudo é subjetivo, começando por mim! Estou o tempo todo me
perguntando porque eu e as pessoas ao meu redor são da forma como eu os conheço
e não de outra. E a ciência por si só não dá conta de todas as minhas questões!
Meus valores, minhas crenças, minha cultura me ajudam a entender um monte de
coisa... Esse é o motim desse texto: o quê (do pouco que eu sei) me ajuda a entender
o quê da minha existência.
Não posso
dizer que sou religiosa. Há muito tempo deixei de acreditar que uma das
religiões com as quais tive contato me ajudariam a ter uma vida espiritualmente
mais saudável. Sim, creio em Deus. Mas não faço ideia de como ele é exatamente,
e acho humanamente impossível alguém conhecer sua verdadeira aparência. Duvido
muito que se pareça com as imagens que estão por ai. Posso estar viajando na
maionese (o que, se tratando da minha pessoa, é fácil fácil), mas pra mim ele
não tem forma humana nem animal... ele transcende isso tudo... é como uma força
(do bem, claro), um sentimento maior,
que pode se manifestar em qualquer forma. Gosto de pensar nele assim, me parece
mais reconfortante. Sim, esse sentimento pode estar em qualquer lugar. Sim,
Deus pode estar em nós (o que pode soar como uma heresia para alguns).... E ele
está presente quando alguns princípios são respeitados (prefiro crer nos
princípios, e não em “regras de etiqueta de uma boa cristã”) como o princípio
da preservação da vida, o princípio do amor ao próximo, do respeito, enfim...
Pensando assim, acho bem mais fácil colocar em prática o bem.
Acredito no
princípio da reencarnação e em vidas passadas. Acredito que todos temos um
propósito no mundo, seja ajudar alguém, seja reparar algum mal que fizemos
numa outra passagem por aqui, ou outra coisa qualquer. E que fique bem claro:
isso é uma crença! Não posso provar isso. Faz parte da minha cultura, dos
contextos que frequentei, das conversas que tive, das situações que vivenciei,
das leituras que fiz, das pessoas que passaram por minha vida. Não me venham
com argumentos científico-racionais pra tentar me convencer do contrário, pfv.
Claro que
nem tudo pode ser explicado através dessas crenças (talvez até possa, mas meu
esquema mental de explicação para a realidade não consegue se basear só nisso,
eu precisaria ser reeducada para
apreender as coisas de outra forma). Os homens estabelecem relações que,
inevitavelmente, acarretam conflitos. É ai que a ciência, nomeadamente a
sociologia, me dá o suporte que eu preciso para entender (ou seria perceber?)
alguns meandros da realidade. As relações de poder sempre existirão, sempre teremos
interesses específicos e buscaremos obter certos recursos para alcançá-los. E
isso acontece porque existe uma pluralidade de crenças e valores que nos levam
a divergir: enxergamos a(s) realidade(s) de formas diferentes, e defenderemos
até o fim aquilo que julgamos importante (que pode não ser o que o outro acha
relevante). Cabe a nós nos apegarmos aos “princípios do bem”, e construir
relações alicerçadas no respeito. Acho que se a gente cultiva o amor dentro da
gente, tudo fica mais fácil (isso é clichê, mas é algo em que eu acredito de verdade!).
Tantos quantos são os homens, são os mundos.
ResponderExcluirGK
Acho que essa música pode expressar melhor o que tenho a dizer sobre o texto:
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=E8xjuQ3q8kw
Você notou tal poder
E escolheu ser ruim
Mandei sinais pra alertar, mas zombou da lei
Quis te poupar, mas você riu de mim
Chegou a hora e então por isso eu vim
Vocês são todos iguais
E vai ser sempre assim
Se tem quer mais pra sugar quem quer também
E muitos dizem pensar em mim
Me faz degradar
Te ver destruir
Contudo quer seu troféu
Você notou tal poder
E escolheu ser ruim
Seja do bem
Não basta ser feliz
No final, seu troféu vai ruir
Faça alguém ser feliz
Vão lembrar de você ao sorrir
Amiga filósofa! É... nesse texto vc conseguiu reunir vários assuntos (família, religião, redes sociais, poder, subjetividade). Muitas vezes as pessoas nos reprimem a falar o que a gente pensa. Caras feias, olhares de lado, como se o que a gente estivesse falando fosse o maior absurdo do mundo. Acho que quando qualquer ser humano se expressa (filosofando mesmo), ele está se conhecendo e conhecendo seu mundo. Isso não pode ser um crime. Se existem pessoas que torcem o nariz para os "filósofos" das redes sociais e até se incomodam com isso, só lamentamos. O mínimo que podemos esperar é respeito!!!
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