domingo, 29 de julho de 2012

Amores Imperfeitos

Vamos lá gastar meu tempo mais uma vez escrevendo coisas que não me levarão a lugar nenhum!
Não sei vocês, mas adoro um romance fora do comum. Aliás, acredito que o cinema e os consumidores da sétima arte já estão saturados de historinhas de amor previsíveis: um cara legal que se apaixona pela mocinha legal, eles superam alguns obstáculos, tudo parece caminhar rumo ao fracasso, até que o “destino” permite que os dois fiquem juntos... chato!
Já vi por ai uma frase que diz que o amor é imperfeito, e é perfeito que seja assim. Sendo perfeito ou não, histórias que mostram o lado trash do amor estão bem mais próximas do que é amar de verdade. Na vida real, a pureza do amor e a "felicidade garantida" estão longe de serem alcançadas, e essa é uma opinião minha, fruto da minha forma particular de enxergar as coisas (nada otimista, não sei se vocês repararam =P).  Pra mim o amor envolve, acima de tudo, expectativas. Ou seja, já começa todo errado! Ai por esperar demais de alguém tão imperfeito quanto nós, acabamos alimentando sentimentos idiotas (ciúmes, mágoas, blá blá blá)... e por mais que a gente exercite a vigilância, é quase inevitável agir como idiotas quando amamos.....
ENFIM, o objetivo do texto (pelo menos o objetivo inicial) NÃO é discutir minha visão sobre o “amor”. Quem sabe um próximo texto? Por enquanto, a ideia é apenas falar um pouquinho sobre as histórias de amor mais incomuns que mais curti na telinha. Vou falar de películas recentes, devido a meus problemas em lembrar detalhadamente de histórias de filmes, hehehe! E, lembrem-se, não sou cinéfila nem crítica de cinema. Limito-me a registrar minhas impressões sobre enredos que, por um motivo ou outro, chamam a minha atenção e me fazem viajar na maionese... Pois bem, deixando de enrolação, comecemos com o mais recente que vi: Os Nomes do Amor.


O filme conta a história de dois personagens em situação delicada numa França xenófoba. Ele é de ascendência judia e  cresceu numa família que fez da história dos seus avós judeus deportados no passsado um tabu. Assim, ele esconde sua história de todos, afinal, seu desejo é apenas ser um cidadão francês normal. Ela é de ascendência árabe, foi molestada quando criança e cresceu usando o sexo como arma política. Bem diferente dele, ela não esconde sua ascendência e seu asco por todos os xenófobos. É daquelas personagens livres, sensuais, cheia de opiniões sobre tudo... apaixonante! Eles se apaixonam de uma forma bem inusitada (ela é uma prostituta política e bem “distraída” quando o assunto são padrões de “decência”, rs) e o filme é cheio de discussões políticas regadas a comédia e romance. A primeira noite de amor do casal foi uma das cenas mais lindas que já vi na minha vida: Ele começa vestindo-a. Isso mesmo! Vestindo-a! Nada comum. E a paixão que nasce entre os dois é uma mistura de admiração, ciúmes, discussões, bagunça... é tão lindoooo! Recomendadíssimo!


O segundo filme é 500 dias com ela. Há quem não goste desse filme...  eu o amo! Na verdade, nunca soube explicar muito bem porque gosto tanto daquela história... vou tentar fazer isso aqui. Às vezes me identifico com a Summer (pfv, não me julguem mal!). Afinal, o que estamos buscando quando começamos um relacionamento? Alguém que nos complete, creio eu! Alguém que nos faça melhores, que nos faça felizes, com quem possamos dividir a vida.... bem egoísta, não? Pensamos inicialmente em satisfazer nossos próprios desejos. Mas ai vem o amor, e passamos a querer o bem daquela pessoa, porque ela de fato começa a ser nossa “metade”. Ai fazemos o possível e o impossível para vê-la sempre bem... e o tempo que leva pra esse “amor” surgir pode ser questão de semanas ou até de anos....
No caso de 500 dias com ela, a Summer não conseguiu amar o Tom. Chegou um momento em que ela estava infeliz, e que a presença dele em sua vida não bastava para mudar essa situação... ela percebeu que ele não a completava como ela esperava. E ela foi sincera com ele, rompeu o relacionamento e foi em busca de alguém que a completasse. Ela não o amou. Se tivesse amado, fazê-lo feliz a faria feliz. Eu não a culpo por não tê-lo amado! Como eu disse antes, nos magoamos demais com as pessoas porque esperamos demais delas... mas ninguém é obrigado a nos amar (infelizmente!). Bem... acho que amo tanto esse filme porque me identifico com ele. Já precisei sair da vida de pessoas porque não consegui amá-las, e elas não me perdoaram (sniff). Mas acredito que deixei alguma coisa de boa nelas, assim como elas deixaram em mim, assim como Summer fez Tom voltar a acreditar nos seus sonhos, se apaixonando novamente pela arquitetura e buscando alguém que realmente o merecesse... Aiai, já comecei a falar de mim de novo.... vamos para o próximo filme!


O terceiro filme é Imagine Eu e Você. É um romance entre duas mulheres, uma delas recém casada com um carinha super gente fina. O casamento deles parece perfeito, mas eis que ela começa a sentir algo a mais pela florista do seu casamento (é assim que se chama a pessoa que trabalha com flores???). O filme é a história de aceitação desse romance. A florista chega a namorar um cara, tentando se enganar... mas não rola. Gosto do filme por não ser convencional (foge das histórias entre meninos e meninas) e por trazer essa faceta do amor entre pessoas que são gays, mas que tem dificuldade em se identificar como tal: o período de enganação de si. Me revolto com essa história de reprimir sentimentos pra seguir padrões... e o filme trata de uma forma bem leve esse tema delicado.


O quarto filme é Tomates Verdes Fritos. Na verdade, a história de amor que existe nesse filme é entre duas amigas. Há quem diga que se trata de um romance homossexual, o que pode até ser verdade, tem muita brecha pra ver por esse lado, mas o que mais me chama atenção nesse filme é o amor que nutrimos por pessoas que não são das nossas famílias e que não tem nada a ver com sexo. Idgie é uma garota problemática que perdeu o irmão quando criança. Seu irmão flertava com Ruth na dolescência. Ruth é uma garota certinha que, com a morte do irmão de Idge, e com o passar dos anos, se casa com um brutamontes idiota. Elas se tornam grandes amigas, e existe um amor lindo entre as duas. Idge, a mais durona da história, sempre defende Ruth, e essa última tem um filho que é criado com todo amor das duas e dos demais personagens da história que fazem parte da vida delas. Esse é daqueles filmes que mostram que o amor pode estar em qualquer lugar. É simplezinho, se passa numa cidadezinha do interior... uma delicinha pra se assistir a tarde.


Vicky Cristina Barcelona conta a história de uma garota, Cristina, que está em busca de algo na vida, e que não sabe exatamente o que é. Nessa busca, ela se envolve em uma aventura em Barcelona com Juan Antonio (Javier, aquele lindo!) e Maria Elena (Penélope Cruz, na lista das minhas atrizes favoritas). Um romance louco, cheio de sensualidade, arte, e aquela sensação inebriante que as ruas de Barcelona causam. Mas mesmo se envolvendo nesse romance cheio de paixão, eis que, mais uma vez em sua vida, Cristina acaba sentido aquele vazio, aquela sensação tão conhecida por ela, de que está longe do que busca. Percebendo isso, ela cai fora do relacionamento, deixando Maria Elena possessa de raiva. O filme também conta a história da sua irmã, Vicky, mas é da Cristina que eu gosto, rsrsrs! Acho que a Cristina se envolve naquele romance a três sem a pretensão de construir uma vida daquele jeito... ela queria experimentar, saber se aquilo preencheria seu vazio, e só. Não preencheu, ela foi atrás de outra coisa que a completasse. A Maria Elena se envolveu muito com ela e realmente acreditou que Cristina faria parte da sua vida, e foi quem saiu magoada da história... Mas ela era bem perturbada, vamos e convenhamos =P
O que ficou desse filme foi que às vezes nos envolvemos com pessoas e nos metemos em situações porque não sabemos exatamente o que queremos. Cristina é mais uma perdida no mundo, mas um dia, de tanto não se encontrar, ela acaba descobrindo do que ela precisa... O lado ruim dessa história é que nessa busca, outras pessoas podem sair magoadas. É preciso pensar nisso antes de seguir. Não dá pra pensar só em nós mesmos, neh?

Bem... agora me veio uma enxurrada de outros filmes a mente, que tratam o amor de forma não convencional... mas não quero me estender nesse texto. Uma vez me disseram que meus textos são muito longos, por isso que poucos me lêem, rsrsrsrs! Bjo pessoas ;)

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