Não sei vocês, mas adoro um romance fora do comum. Aliás,
acredito que o cinema e os consumidores da sétima arte já estão saturados de historinhas de
amor previsíveis: um cara legal que se apaixona pela mocinha legal, eles
superam alguns obstáculos, tudo parece caminhar rumo ao fracasso, até que o
“destino” permite que os dois fiquem juntos... chato!
Já vi por ai uma frase que diz que o amor é
imperfeito, e é perfeito que seja assim. Sendo perfeito ou não, histórias que
mostram o lado trash do amor estão bem mais próximas do que é amar de verdade.
Na vida real, a pureza do amor e a "felicidade garantida" estão longe de serem
alcançadas, e essa é uma opinião minha, fruto da minha forma particular de
enxergar as coisas (nada otimista, não sei se vocês repararam =P). Pra mim o amor envolve, acima de tudo, expectativas. Ou seja, já começa todo errado! Ai por esperar demais de alguém tão imperfeito
quanto nós, acabamos alimentando sentimentos idiotas (ciúmes, mágoas, blá blá
blá)... e por mais que a gente exercite a vigilância, é quase inevitável agir
como idiotas quando amamos.....
ENFIM, o objetivo do texto (pelo menos o objetivo
inicial) NÃO é discutir minha visão sobre o “amor”. Quem sabe um próximo texto?
Por enquanto, a ideia é apenas falar um pouquinho sobre as histórias de amor mais incomuns que mais curti na telinha. Vou falar de películas recentes, devido a meus
problemas em lembrar detalhadamente de histórias de filmes, hehehe! E, lembrem-se,
não sou cinéfila nem crítica de cinema. Limito-me a registrar minhas impressões
sobre enredos que, por um motivo ou outro, chamam a minha atenção e me fazem
viajar na maionese... Pois bem, deixando de enrolação, comecemos com o mais
recente que vi: Os Nomes do Amor.
O filme conta a história de dois personagens em
situação delicada numa França xenófoba. Ele é de ascendência judia e cresceu numa família que fez da história dos
seus avós judeus deportados no passsado um tabu. Assim, ele esconde sua
história de todos, afinal, seu desejo é apenas ser um cidadão francês normal. Ela
é de ascendência árabe, foi molestada quando criança e cresceu usando o sexo
como arma política. Bem diferente dele, ela não esconde sua ascendência e seu asco
por todos os xenófobos. É daquelas personagens livres, sensuais, cheia de
opiniões sobre tudo... apaixonante! Eles se apaixonam de uma forma bem
inusitada (ela é uma prostituta política e bem “distraída” quando o assunto são
padrões de “decência”, rs) e o filme é cheio de discussões políticas regadas a
comédia e romance. A primeira noite de amor do casal foi uma das cenas mais
lindas que já vi na minha vida: Ele começa vestindo-a. Isso mesmo! Vestindo-a!
Nada comum. E a paixão que nasce entre os dois é uma mistura de admiração, ciúmes, discussões, bagunça... é tão lindoooo! Recomendadíssimo!
O segundo filme é 500 dias com ela. Há quem não
goste desse filme... eu o amo! Na
verdade, nunca soube explicar muito bem porque gosto tanto daquela história... vou
tentar fazer isso aqui. Às vezes me identifico com a Summer (pfv, não me
julguem mal!). Afinal, o que estamos buscando quando começamos um
relacionamento? Alguém que nos complete, creio eu! Alguém que nos faça
melhores, que nos faça felizes, com quem possamos dividir a vida.... bem
egoísta, não? Pensamos inicialmente em satisfazer nossos próprios desejos. Mas ai
vem o amor, e passamos a querer o bem daquela pessoa, porque ela de fato começa
a ser nossa “metade”. Ai fazemos o possível e o impossível para vê-la sempre bem...
e o tempo que leva pra esse “amor” surgir pode ser questão de semanas ou até de
anos....
No caso de 500 dias com ela, a Summer não conseguiu
amar o Tom. Chegou um momento em que ela estava infeliz, e que a presença dele em
sua vida não bastava para mudar essa situação... ela percebeu que ele não a
completava como ela esperava. E ela foi sincera com ele, rompeu o
relacionamento e foi em busca de alguém que a completasse. Ela não o amou. Se
tivesse amado, fazê-lo feliz a faria feliz. Eu não a culpo por não tê-lo amado!
Como eu disse antes, nos magoamos demais com as pessoas porque esperamos demais
delas... mas ninguém é obrigado a nos amar (infelizmente!). Bem... acho que amo
tanto esse filme porque me identifico com ele. Já precisei sair da vida de
pessoas porque não consegui amá-las, e elas não me perdoaram (sniff). Mas
acredito que deixei alguma coisa de boa nelas, assim como elas deixaram em mim,
assim como Summer fez Tom voltar a acreditar nos seus sonhos, se apaixonando
novamente pela arquitetura e buscando alguém que realmente o merecesse... Aiai,
já comecei a falar de mim de novo.... vamos para o próximo filme!
O terceiro filme é
Imagine Eu e Você. É um romance entre duas mulheres, uma delas recém casada com
um carinha super gente fina. O casamento deles parece perfeito, mas eis que ela
começa a sentir algo a mais pela florista do seu casamento (é assim que se
chama a pessoa que trabalha com flores???). O filme é a história de aceitação
desse romance. A florista chega a namorar um cara, tentando se enganar... mas não
rola. Gosto do filme por não ser convencional (foge das histórias entre meninos e meninas) e por trazer essa faceta do amor
entre pessoas que são gays, mas que tem dificuldade em se identificar como tal: o período de enganação
de si. Me revolto com essa história de reprimir sentimentos pra seguir padrões...
e o filme trata de uma forma bem leve esse tema delicado.
O quarto filme é Tomates Verdes Fritos. Na verdade,
a história de amor que existe nesse filme é entre duas amigas. Há quem diga que
se trata de um romance homossexual, o que pode até ser verdade, tem muita
brecha pra ver por esse lado, mas o que mais me chama atenção nesse filme é o
amor que nutrimos por pessoas que não são das nossas famílias e que não tem
nada a ver com sexo. Idgie é uma
garota problemática que perdeu o irmão quando criança. Seu irmão flertava com
Ruth na dolescência. Ruth é uma garota certinha que, com a morte do irmão de
Idge, e com o passar dos anos, se casa com um brutamontes idiota. Elas se
tornam grandes amigas, e existe um amor lindo entre as duas. Idge, a mais
durona da história, sempre defende Ruth, e essa última tem um filho que é criado
com todo amor das duas e dos demais personagens da história que fazem parte da
vida delas. Esse é daqueles filmes que mostram que o amor pode estar em
qualquer lugar. É simplezinho, se passa numa cidadezinha do interior... uma
delicinha pra se assistir a tarde.
Vicky Cristina
Barcelona conta a história de uma garota, Cristina, que está em busca de algo
na vida, e que não sabe exatamente o que é. Nessa busca, ela se envolve em uma
aventura em Barcelona com Juan Antonio (Javier, aquele lindo!) e Maria Elena (Penélope
Cruz, na lista das minhas atrizes favoritas). Um romance louco, cheio de
sensualidade, arte, e aquela sensação inebriante que as ruas de Barcelona
causam. Mas mesmo se envolvendo nesse romance cheio de paixão, eis que, mais
uma vez em sua vida, Cristina acaba sentido aquele vazio, aquela sensação tão conhecida
por ela, de que está longe do que busca. Percebendo isso, ela cai fora do
relacionamento, deixando Maria Elena possessa de raiva. O filme também conta a
história da sua irmã, Vicky, mas é da Cristina que eu gosto, rsrsrs!
Acho que a Cristina se envolve naquele romance a três sem a pretensão de
construir uma vida daquele jeito... ela queria experimentar, saber se aquilo
preencheria seu vazio, e só. Não preencheu, ela foi atrás de outra coisa que a
completasse. A Maria Elena se envolveu muito com ela e realmente acreditou que
Cristina faria parte da sua vida, e foi quem saiu magoada da história... Mas
ela era bem perturbada, vamos e convenhamos =P
O que ficou desse filme
foi que às vezes nos envolvemos com pessoas e nos metemos em situações porque
não sabemos exatamente o que queremos. Cristina é mais uma perdida no mundo,
mas um dia, de tanto não se encontrar, ela acaba descobrindo do que ela
precisa... O lado ruim dessa história é que nessa busca, outras pessoas podem
sair magoadas. É preciso pensar nisso antes de seguir. Não dá pra pensar só em nós mesmos, neh?
Bem... agora me veio uma
enxurrada de outros filmes a mente, que tratam o amor de forma não
convencional... mas não quero me estender nesse texto. Uma vez me disseram que
meus textos são muito longos, por isso que poucos me lêem, rsrsrsrs! Bjo
pessoas ;)




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