sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sobre o fim dos tempos

São muitas as ameaças , várias as especulações, diversos os receios... O tema “fim dos tempos” é continuamente explorado em discussões religiosas, científicas e (onde eu mais gosto) pela arte. Sempre carregadas dos temores mais íntimos do ser humano, cada versão do apocalipse e de um mundo pós apocalíptico mexe conosco por vermos ali uma possível futura realidade. Acaba sendo mais que uma simples história fictícia... transforma-se num pesadelo meio real, meio fantástico... meio distante, meio próximo... enfim. O propósito desse texto é reunir algumas versões sobre o tema e falar brevemente sobre cada uma, sem chegar a lugar nenhum. Começando com Guerra dos Mundos.
Faz tanto tempo que assisti esse filme que nem lembro exatamente a história, mas sei que está na linha de filmes que usam seres de outros planetas para dominar a terra e subjugar a raça humana. Bem... que é possível existir vida em outros planetas eu até acredito, mas enquanto eles não se manifestam, vou pensar nessa possibilidade de fim do mundo como bem distante. Acho que o que dá pra tirar desses filmes é que somos geralmente retratados como a raça inferior (seja em tecnologia, seja em nível de articulação, seja no quesito racionalidade... ), e que os alienígenas devem ver muita vantagem em dominar nosso planeta e humilhar nossa espécie... somos os queridinhos da galáxia *.*


De Ponto de Impacto eu só lembro que o mundo é arrasado, que Elijah Wood está em cena, e que ele está na linha de filmes como O Dia Depois de Amanhã. Os desastres são causados por questões ambientais. É o homem lutando com a natureza. Se explora a “pequenez” do ser humano diante dela, e incita no homem a necessidade de controlá-la ainda mais se precavendo contra grandes desastres.  


Em The Walking Dead o fim dos tempos vem com a proliferação de um vírus que transforma todo mundo em zumbi. Qual a situação dos sobreviventes? Lutar contra os zumbis e se articularem para manter uma harmonia desejável, porém quase impossível, dadas as diferentes personalidades e conflitos de interesses entre eles. O fim dos tempos fica um tanto distante da realidade, afinal, zumbi só em filme! Mas as disputas entre os personagens é o mais interessante, apontando para o fato de que o interessa de verdade na hora do desespero é a sobrevivência (nada de novo, mas algo que pode ser explorado de várias maneiras). A especulação sobre um vírus também me parece bem bacana, o que me leva à terceira versão:


Em Ensaio sobre a cegueira não encontramos o fim dos tempos propriamente, afinal, a situação é contornada no fim da história (só assisti o filme, ainda não li Saramago). Porém, é uma boa prévia de uma catástrofe. Na minha opinião é a melhor versão do fim dos tempos de todos os tempos: algo muito próximo da realidade, cujo pivô é a privação de UM dos nossos sentidos! SOMENTE UM! É ai que está o fantástico da história! O ser humano é tão frágil que um sentido a menos nos levaria a uma situação de caos, que nos equipararia a animais (sem entrar na discussão de que também somos animais, blá, blá, blá). Somos retratados como uma espécie limitada pelos sentidos, e que não sobreviveria (pelo menos a curto e médio prazo... e aqui tô pensando numa possível evolução da espécie) à mudança de sua pobre condição... Uma sacada perfeita! E o filme ainda tem o Mark Ruffalo... vou nem comentar, é muita fofice!

Tempos de Lobo foi a última versão sobre o fim dos tempos que me chamou a atenção. Sem dúvida a mais real de todas! Na verdade, a causa da devastação do planeta não é retratada, mas sim o mundo pós apocalíptico. E nesse mundo estão os poucos sobreviventes, que lutam contra o frio, a fome, e que alimentam a esperança de que um trem irá salvá-los... fiquei pensando no recurso feito ao trem na história... sei lá, deixou a coisa mais triste... todos ali na estação, sendo liderados por um cara cuja liderança é questionada (mais uma vez os conflitos de interesses expostos), alguns acreditando na vinda do trem, outros não... alguns descontrolados, outros não... e enquanto isso, há muito silêncio... é uma produção que explora muito o silêncio dos personagens, os olhares, os gestos... a tristeza impera no filme! Fora a crença nos “justus” que alguns cultivam. Enfim, seres humanos apegados às suas crenças numa situação de crise. Nada que fuja de uma realidade que pode estar bem próxima de todos nós.

Faço de tudo, menos a dissertação... :P

Xêro, seus lindos e suas lindas

2 comentários:

  1. muito boa sua análise!! com tantas teorias, tou começando a acreditatr nesse tal de fim de mundo... =p

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  2. Fico ansiosa pra saber qual dessas versoes vai vencer, Mandoca :P

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